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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
Escrevendo por meio de letras com texturas e em caixas sensoriais
Nesse Post gostaria de compartilhar um pouco da minha experiência
com meu filho sobre a escrita e qual foi
a principal abordagem...
Como qualquer criança autista,
o interesse pelas letras veio cedo,
por volta dos dois anos de idade...
Aliás, na semana que ele completou dois anos,
ele, para a surpresa da família,
já identificava as vogais (a,e,i,o,u)...
Com menos de três,
já identificava as letras do alfabeto..
E esse interesse começou por esses materiais
de encaixe - eu trabalhava na época com crianças na Igreja
e tinha esses materiais para servir como molde...
até que ele "descobriu"
e passou a manuseá-lo...
Então, com o passar dos anos,
eu percebia que ele conhecia as letras,
mas não tinha interesse em escreve-las,
até porque ele tinha dificuldades na pega do lápis...
E eu queria saber o que ele já sabia
para partir disso:
do que ele sabe...
Até que fui orientada em apresenta-lo
uma caixa sensorial,
na qual ele pudesse escrever
e desenvolver a escrita...
Foi o que fiz...
Tratei, pois de selecionar um material que ele gostasse,
e por isso optei pelo Sal
(veja mais no post Escrevendo em Caixas Sensoriais)
E nessa atividade,
percebi claramente as dificuldades dele,
com a escrita de algumas letras...
Foi quando confeccionei esse alfabeto com textura...
E o melhor que ele é auto-explicativo:
os quadradinhos em cima da letra é uma legenda,
um recurso visual de qual traço vem primeiro...
E depois optamos pelo amido
(leia o post Escrevendo em texturas diferentes)
apresentando Letras com Textura,
para ele reproduzir...
Também apresentei a escrita na loção
(veja o post Escrevendo na loção) -
- o João Vitor não se identificou muito com essa textura não...
Até brincou, mas dava para ver no semblante dele que ele não aprovou...
Também escrevemos na areia da praia
(Esse infelizmente não tenho fotos...
E na areia colorida
(diga-se de passagem, foi uma das atividade
envolvendo a escrita que ele mais gostou!)
Uma das atividades que super recomendo é
a escrita na água
(veja mais no link Escrevendo na água)
Tudo porque as crianças com necessidades especiais
gostam de água
e esse pode ser um meio bastante eficiente
no ensino da escrita...
E a partir daí,
tivemos mais uma vitória:
João Vitor escreveu pela primeira vez,
usando uma caneta permanente mais grossa,
no dia 03 de Fevereiro desse ano
(leia o post João Vitor escrevendo seu nome)
Enfim... é usar os meios disponíveis
para proporcionar uma aprendizagem gostosa...
Sei que cada criança com necessidades especiais é única
e responde diferente ao meio que a cerca...
Mas há recursos que podemos tentar usar
os quais para a nossa surpresa
darão muito certo...
O João Vitor desde pequeno
apresentava sérios problemas sensoriais táteis,
a ponto de mexer na areia com a pontinha do dedo
e logo querer limpa-se...
Por meios dessas atividades,
estamos trabalhando essas dificuldades
e muitas delas em manusear diferentes texturas
vem sendo superadas...
Fica a dica!
:)
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Método Montessori e Método Teachh
Em linhas gerais pode-se dizer que as atividades propostas pelo Método Teacch estão contempladas pelo Método Montessori, mas nem todas as atividades montessorianas estão presentes no Método Teacch...
Um exemplo disso são as atividades de pareamento de letras. Esta atividade tanto pode ser enquadrada como Teacch quanto Montessori...
No entanto há atividades exclusivas do Método Montessori como a utilização de caixas sensoriais e letras com texturas usadas como ferramenta na escrita da criança...
A seguir, o texto retirado na íntegra do site Doble Equipo e traduzido pelo Google Tradutor
La TEACCH metodología ( Tratamento e Educação de Autista relacionada Comunicação Criança Deficiente ) fue en desarrollada Carolina del Norte en los años 70 parágrafo dar respuesta a las necesidades de personas con las diagnosticadas Trastorno del Espectro Autista.
A filosofia Montessori está enraizada na Educação Especial.Maria Montessori foi uma educacional, científico, médico, psiquiatra, filósofo, psicólogo, católico devoto, feminista, humanista e italiano. A partir desta prática, a criança / a tem seu próprio processo de aprendizagem e professor / a é um observador que orienta a criança / de acordo com suas necessidades. Esta observação se destina a adaptar o ambiente de aprendizagem da criança para seu / sua nível de desenvolvimento.
Um exemplo disso são as atividades de pareamento de letras. Esta atividade tanto pode ser enquadrada como Teacch quanto Montessori...
No entanto há atividades exclusivas do Método Montessori como a utilização de caixas sensoriais e letras com texturas usadas como ferramenta na escrita da criança...
A seguir, o texto retirado na íntegra do site Doble Equipo e traduzido pelo Google Tradutor
Metodologias TEACCH e Montessori: Autismo e Escola
Muito se fala sobre a dificuldade para as crianças / como com ASD para se adaptar ou ser incluídas nas escolas regulares. A inclusão parece uma utopia distante que só alguns podem alcançar, mas não a maioria. Infelizmente, as metodologias utilizadas no atual sistema educativo espanhol deixa de fora muitas crianças / como eles não podem aprender com sistemas arcaicos e chato que levam ao fracasso em uma alta porcentagem da população escolar.
Se uma criança / a é capaz de armazenar o conteúdo, se comporta bem, preste atenção constante e é "bom" em todos os assuntos, é classificada como "normal", mas se algum de isso falhar, torna-se um aluno / a com necessidades educativas especiais. E depois?
Em seguida, você receberá aulas extra, terapia da fala, sessões de educação terapêutica, um professor / a de apoio e até mesmo uma mudança de escola, porque ele / ela é diferente do resto, e assim eu vou saber e por isso vai fazer você se sentir. Sim, vou disfarçar dizendo que suas necessidades não podem ser satisfeitas naquela escola.
Muitos dos problemas de comportamento na sala de aula e dificuldades de aprendizagem responder à nossa instituição de um sistema de igual para todas as crianças / as, independentemente das diferenças individuais, eo que é pior, independentemente do período evolutivo em que cada criança / a está localizado.
Há filosofias pedagógicas que não acomodar todas as crianças / as, que baseiam seus princípios sobre a diversidade, com a premissa de que cada aluno / a é diferente e cada um tem um ritmo de aprendizagem diferente. Faz sentido que todas as crianças / como memorizar o mesmo conteúdo repetidamente e aprender a ler e escrever ao mesmo tempo? Você precisa aprender os mesmos materiais e as mesmas? A resposta é enfaticamente NO. O que é importante na educação de uma criança / a é para melhorar suas habilidades em uma atmosfera de cooperação, respeito e tolerância.Isto aplica-se a metodologia Montessori e cuja origem é um pouco remota, mas ainda hoje é desconhecido para muitos professores / as e familiares.
Há muito tempo assistindo a abordagem Montessori tem muito em comum com a metodologia TEACCH (especificamente para as crianças / como ASD). E, embora alguns dos princípios da Montessori pode parecer oposta às necessidades de uma criança / TEA um salvado muitas semelhanças. Você quer saber?
Conhecer a metodologia TEACCH
O método TEACCH vem com um objetivo claro:
Permita que as crianças / como com ASD crescer em um ambiente produtivo e positivo, especialmente favorecendo a autonomia e, portanto, a qualidade de vida individual e de suas famílias.
Usando o programa TEACCH se expande e torna o processo de ensino e aprendizagem e se baseia em três princípios básicos:
- Ensino estruturado: um sistema para organizar a sala de aula e tornar os processos e estilos de ensino são orientados para o autismo. Permite-lhe responder a dificuldades receptivas de linguagem, comunicação expressiva, de atenção e de memória e problemas de percepção sensorial.
- A estrutura física e temporal: permite que a informação seja clara e acessível à criança / para e ajuda a entender o que se espera dele, melhorando a sua adaptação ao ambiente e promoção da autonomia.
As horas são críticas porque as crianças / como com ASD necessitam de previsibilidade e clareza.
- A informação visual, ou seja, o uso de recursos visuais.Instruções visuais ajudar as crianças / como você entende o que fazer e comportamentos flexíveis. O seu tratamento principalmente visuais, muitas vezes, por isso é a melhor maneira de garantir a compreensão.
Sabendo que a filosofia Montessori
O objetivo do método Montessori é para desbloquear o potencial de cada criança / a autodesarrolle de estar em um ambiente estruturado.
Para a escola Montessori não é um lugar onde o professor / a ensina habilidades, mas um lugar para a criança / para desenvolver sua inteligência de forma livre usando material de aprendizagem. Alguns dos princípios mais importantes do seu programa de ensino são:
- Para promover a auto-disciplina e aprendizagem experiencial.
- A distribuição das turmas de 0-3 anos, correspondentes aos períodos sensíveis do desenvolvimento.
- Sua finalidade educativa é a liberdade em todos os sentidos: para formar um pensador crítico intelectual, moral através de reciprocidade e mútua, o respeito social no trabalho com os colegas, a segurança emocional que fornecem limites, a educação vontade e auto-suficiência.
Em seguida, recolher as semelhanças entre as duas práticas.
Similitudes TEACCH / MONTESSORI
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Certamente, as semelhanças são óbvias, ainda acreditam na aplicação de uma ou outra metodologia "fundamentalismo" não tem lugar, e que cada criança / ter que usar o que ele ou ela precisa, sempre com um propósito clara: ajudar e orientar a maximizar o seu potencial com base em suas necessidades e características. No final, o sucesso depende muito de como a educação se destina: alguns acreditam que só alguns têm um lugar, defendemos educação de qualidade para todos / as .Lembre-se que um bom professor / a tem muitos métodos como alumni / ae.
domingo, 31 de agosto de 2014
Autismo e Método Montessori: abrindo o coração - Aniversário de Maria Montessori
Hoje é comemorado o aniversário de Maria Montessori, e nessa oportunidade gostaria de compartilhar com vocês um pouquinho da minha experiência com esse método que tanto me ajudou e que tanto me auxilia a lidar com as dificuldades impostas pelo autismo.
Mas por que Método Montessori?
Como vocês devem saber, eu sou fã de carteirinha do método e as razões serão conhecidas na leitura do presente texto... É importante mencionar que esse método utiliza os sentidos na descoberta e na construção do saber... e sabemos que muitas das nossas crianças autistas possuem grandes dificuldades nessa área, como por exemplo, sensibilidades auditivas, sensibilidades táteis, sensibilidades gustativas que impossibilitam de interagir melhor com o mundo no qual vivem..
E esse é o meu pensamento: o João Vitor possui autismo, mas antes de ser autista, ele é uma criança e como criança deve sim explorar, perceber e conhecer o mundo que o cerca... E como autista, ele tem pensamento concreto a respeito das coisas e por que não usar um método que parte do sensorial, do concreto para melhor ensiná-lo?
Como Usar o Método Montessori com a criança autista?
A premissa básica do método Montessori é observar as singularidades da criança... E nesse sentido, é a criança quem vai determinar o que e como deve ser ensinado; é a criança quem vai ditar o tempo que devem contemplar cada atividade; é a criança que vai demonstrar se é possível seguir em frente com o ensinamento transmitido ou não... A criança é quem comanda toda a construção da aprendizagem e aqui encontramos algo muito importante no que diz respeito aos temas de fixações que as crianças portadoras de autismo ostentam...
Todos sabemos que as pessoas dentro do Transtorno do Espectro Autismo tem "ilhas de conhecimento" tais que as tornam especialistas em determinados assuntos... E na minha humilde opinião, esse interesse da criança autista pode ser considerado um ponto de partida, um facilitador no processo de aprendizagem.. Esse é o nosso ponto de partida, mas podemos acrescentar aos poucos outros elementos que contribuem na ampliação do tema apresentado e o método Montessori, por trabalhar eminentemente a percepção e os sentidos no processo de aprendizagem, contribui e muito nesse processo...
Permita-me explicar melhor meu ponto de vista: nas atividades propostas para o João Vitor, parto sempre de um dos interesses dele e procuro inter-contextualizar essas ilhas de conhecimento, relacionando a um novo assunto a esse tema de interesse dele... Por exemplo, ao apresentar uma atividade que trabalha com plantas, na maior parte das vezes, apresento um Brontossauro junto.. Tudo porque os dinossauros são um dos temas de interesse dele e o estudo com plantas passa a ser visto de forma atrativa, porque está relacionado a um assunto que ele tanto gosta.. O mesmo acontece quando me refiro a animais que se alimentam de plantas, como as girafas...
E qual a metodologia que utilizo? Toda criança gosta de brincar; então, as atividades apresentadas estão contextualizadas numa brincadeira e o ensino se faz por meio de atividades lúdicas.. O João Vitor aprende brincando por meio dos cinco sentidos...
Nesse entendimento, a abordagem é tão importante quanto o tema a ser estudado, porque é ela quem determina a eficiência e a eficácia do método de estudo... Se uma criança não se interessar pelo que lhe é apresentado, possivelmente não vai querer participar da realização dessa atividade e vai frustrar todos objetivos elencados pela mesma...
Compartilhando informações
Dependendo do interesse da criança autista, é possível que ela aprenda sozinha, assistindo a um documentário, lendo um texto ou mesmo através de outras fontes de conhecimento. Só que aqui reside mais uma limitação imposta pelo autismo: a dificuldade de comunicação e de interação social.
Por isso procuro demonstrar ao João Vitor que é muito melhor, muito mais gostoso quando interagimos com nossa família e com amigos compartilhando nossos interesses, porque podemos aprender e, como família, aprendemos e crescemos juntos. E com isso, todos ganham: interagimos, partilhamos ideias e ideais e principalmente, reforçamos a nossa unidade familiar...
E o que me deixa mais satisfeita está por vir: quando o João Vitor percebe num desenho um dos temas estudados, eles nos chama para partilhar e existe maior vitória que esta? Se o autismo impões as dificuldades de comunicação e interação social, o método montessori também auxilia no sentido de trranspor essa dificuldade...
Doces vitórias...
Relembrar de todas as dificuldades pelas quais passamos e as vitórias conquistadas ao longo desses três anos de diagnósticos são muito emocionantes... No caso do autismo, o brincar e o trabalho caminham juntos... Podemos sim modificar o futuro deles intervindo no presente...
Cada dificuldade que enfrentamos... cada historia de superação... as atividades em caixas sensoriais... a primeira vez que escreveu o nome dele... a primeira vez que comeu com talheres... tudo nos faz acreditar que vale a pena investir... as vezes é questão de abordagem e de atividades concretas...
A intenção aqui é apenas partilhar a minha experiência... Cada criança autista é única e não há receita que contemple todas as atuações com elas ou uma formula mágica que resolva todos os problemas... Muitas vezes é na tentativa de erros e acertos mesmo.. Mas sinceramente, penso que o Método Montessori deve sim ser um método a ser considerado...
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Autismo e Método Montessori...
Há algumas semanas, participei da Promoção da Loja Montesorriso,
relatando a minha experiência em utilizar o método Montessori com o João Vitor,
participação essa que me deu um maravilhoso prêmio...
Por isso gostaria de compartilhar com vocês o texto que elaborei...
Quando recebemos um filho, recebemos uma linda missão que é a de educar e essa responsabilidade aumenta quando se trata de uma criança portadora de necessidades especiais... O que fazer? Como fazer? São algumas questões passíveis de serem elucidadas por meio do método Montessori através do qual usamos os sentidos como instrumentos no processo de ensino e aprendizagem por meio da experimentação e da percepção...
E o que esperar do método no caso do autismo? Como já é de conhecimento de todos, o autismo impõe vários obstáculos, sejam eles de coordenação motora ou mesmo problemas sensoriais... E nesse sentido, o método Montessori nos auxilia e nos fornece estratégias com intuito de transpor cada obstáculo... E a sensação de presenciar o João Vitor transpondo essas limitações e de pouco a pouco perceber o mundo que o rodeia é indescritível.... Pode parecer pouco, mas para nós, mamães de crianças portadoras do transtorno do espectro autista, são grandiosas e imensuráveis vitórias!!!!
Mas método vai muito além do cognitivo e do sensorial... Por meio dele, pouco a pouco as interações são restabelecidas... e, particularmente, esse é o motivo pelo qual continuo trabalhando com ele: essa interação social que o método proporciona uma vez que, quando o João Vitor identifica um tema estudado num desenho, por exemplo, ele nos chama para compartilhar aquele saber com ele... E se o maior problema do autismo é a dificuldade nas relações sociais e na comunicação, o método mais uma vez dribla o problema por meio desse compartilhamento de informações...
Sou suspeita em falar sobre o Método Montessori... Eu amo esse método... Com ele e através dele conquistamos muitas vitórias com o João Vitor.... Crescemos muito como família e continuamos aprendendo juntos... E assim vamos continuar... E vamos juntos alcançar todos os nossos objetivos, dando um passo de cada vez... vivendo um dia por vez... Simples assim...
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