quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Trabalhando a linguagem em caixas sensoriais - Fonema "A"



Quem acompanha o blog, deve perceber o quanto 
gosto de trabalhar com caixas sensoriais.
forneço algumas dicas
e sugestões de atividades.

E uma das razões de trabalhar com esse material
é que ele tanto trabalho com coordenação motora,
mediante a relação entre olho-objeto,
a questão sensorial
e principalmente, a construção da linguagem...

E Hoje montei essa caixa sensorial para o João Vitor,
composta por objetos que começam com a aletra "A".
E nessa oportunidade, reunimos:

Arara, 
Abelha, 
Aranha,
Arminhos
Árvore, 
Avião
Algodão,
Água,
Areia colorida

Uma observação importante:
Sempre que possível, eu monto a caixa sensorial
e deixo num local acessível e visível aos olhos
durante um período de tempo.
Dessa forma o João Vitor pode manusear os objetos,
explorar uma situação ou criar uma história
e se desejar,
pode voltar a brincar
depois de algum tempo.

Outra dica:
sempre apresente o material a criança:
Nomeie os objetos;
Se a criança sentir dificuldade em criar,
crie você a situação.
Formule diálogos,
promova situações...
POr exemplo, nessa brincadeira, inventei 
que a abelha ía pegar um avião para visitar os arminhos...
E a partir daí a brincadeira se desenrolou...
Ele simulou que a aranha subiu na árvore,
o arminho nadou na água
e assim por diante...


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Atividades Psicomotoras e Fonoarticulatórias - Via Dando asas a Educação

Material extraído na íntegra do site:


SUGESTÕES DE ATIVIDADES PSICOMOTORAS 1

As atividades psicomotoras sugeridas encontram-se agrupadas por áreas e compõem um repertório a ser utilizado pelo educador ao longo dos períodos letivos da pré-escola. Recomenda-se que o educador experimente pessoalmente cada uma das atividades sugeridas antes de colocá-las como proposta para as crianças. Essa vivência prévia enriquecerá muito a atuação do educador.
Se os educadores de uma escola puderem realizar em grupo a vivência das atividades, o resultado com certeza será ainda melhor, pois surgirão novos exercícios a partir da experiência de vida dos participantes.

Atividades na área de Comunicação e Expressão



Exercícios Fonoarticulatórios:

• Fazer caretas que expressem tristeza, alegria, raiva, susto, etc.
• Jogar beijos.
• Fazer bochechos, com e sem água.
• Assoprar apitos e língua de sogra.
• Fazer bolhas de sabão.

Exercícios respiratórios:

• Inspirar pelo nariz e expirar pela boca.
• Inspirar e expirar pelo nariz.
• Inspirar e expirar pela boca.
• Inspirar, prender o ar por alguns momento, expirar.
• Aprender a assoar o nariz, usando um lenço e tapando ora uma narina, ora outra.

Exercícios de expressão verbal e gestual:
• Contar o que vê em fotos ou gravuras, começar com gravuras que contenham poucos elementos.
• Contar a história de seus próprios desenhos.
• Brincar de "o que é o que é"? Uma criança diz : "É redonda, serve para jogar e para chutar". A resposta é: "Uma bola".
• Imitar ondas do mar, mesa, animais, etc., somente com gestos.
• Imitar algo, somente com gestos, para os colegas advinharem o que é, se for preciso, usar sons.


Atividades na Área da Percepção



Exercícios de Percepção Tátil:

• Apalpar sacos e pacotes com as mãos, a fim de adivinhar que objetos estão dentro.
• Reconhecer colegas pelo tato.
• Andar descalço em lama, água, areia, terra, madeira, contando depois o que sentiu.
• Manipular objetos de madeira para poder experimentar variações de temperatura (quente, gelado, morno).
• Manipular objetos de madeira para poder experimentar variações de tamanho (pequeno, médio, grande).

Exercícios de Percepção Gustativa:

• Experimentar coisas que têm e que não tem gosto.
• Provar alimentos em diferentes temperaturas.
• Provar alimentos fritos, assados, cozidos, crus.
• Provar alimentos sólidos, líquidos, crocantes, macios, duros.
• Provar e comparar alimentos da mesma cor, mas sabores bem diferente: sal, açúcar, farinha de trigo comum, farinha de mandioca crua.

Exercícios de Percepção Olfativa:

• Experimentar coisas que têm e que não têm cheiro.
• Experimentar odores fortes e fracos, agradáveis e desagradáveis em materiais como: vinagre, álcool, café, perfumes.

Exercícios de Percepção Auditiva:
• Identificar e imitar sons e ruídos produzidos por animais e fenômenos da natureza.
• Procurar a fonte de onde se origina determinado som.
• Brincar de cobra cega.
• Tocar instrumentos musicais.
• Fazer rimas com palavras.

Exercícios de Percepção Visual:
• Identificar o branco e o preto.
• Reconhecer, entre muitos, objetos que têm as cores primárias - vermelho, azul e amarelo.
• Agrupar objetos de acordo com suas cores.
• Agrupar objetos de acordo com suas formas.
• Montar quebra-cabeças simples

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pintando o Sete.. ou melhor o número 8...


Eu resolvi compartilhar essa experiência com vocês
para demonstrar que cada criança tem seu tempo de aprender,
e no seu tempo, suas habilidades,
sejam elas de ordem cognitiva ou psicomotora,
vão aflorar...

O João Vitor desde cedo demonstrou certas dificuldades
de coordenação motora fina,
como o uso de tesoura,
a escrita usando lápis ou caneta,
que de certa forma me preocupava...
E isso me deixava aflita por uma questão muito simples:
são atividades da vida diária
e que, em algum momento,
ele vai se deparar...

E ontem aconteceu algo me deixou muito feliz...
Uma porque foi o PRIMEIRO PROJETO
que ele fez sozinho:
planejou e executou,
sem minha interferência...
E segundo porque ele demonstrou 
uma habilidade que eu não imaginava
que ele desenvolveu...

Mas vamos aos fatos:

Ontem, ele chegou para mim e pediu"naranja".
Como ele apontou para o armário em que guardo as tintas guaches,
deduzi que ele estava pedindo a tinta de cor laranja.
Peguei e entreguei-o a tinta e um pincel.

Ele então me pediu "papel"
e entreguei-o um papel amarelo - cor preferida dele.
E ele desenhou um número oito
no papel.
Até aqui tudo bem,
afinal ele está aprendendo a escrever
e para mim não era novidade alguma...


Foi quando ele me pediu tesoura, o que me deixou surpresa,
porque até pouco tempo atrás,
ele não queri nem saber que isso existia... rsrsrs
Ele até aceitava participar das atividades com tesoura,
(veja o post Mosaico de papel)
mas nunca demonstrou interesse -
- na minha concepção - 
em querer cortar nada...
E para trabalhar essa dificuldade,
cheguei a comprar uma tesoura ergonomica
(veja o post Tesoura Ergonomica)

Mas como ele pediu,
eu entreguei-lhe uma tesoura escolar
e ele recortou, pacientemente
ao redor do número,
p que me deixou imensamente feliz,
por ve-lo transpondo mais uma dificuldade.

Até aí eu já estava de queixo caído...
E ele então me pediu "cola"...
Mais uma vez o coração disparou
eu pensando comigo:
onde ele vai querer colar o papel...
Ele passou cola 
procurou sua motinho,
colou no assento e disse: "pontinho" (protinho)
Aí foi que entendi
que ele queria era fazer uma placa
para o motinho dele...


Muitas vezes, tem pais que me procuram dizendo:
"meu filho não sabe,
meu filho não faz"
E as vezes é questão de tempo para 
que aquela habilidade seja 
demonstrada...
A gente sofre por antecipação,
a gente sofre por comparar crianças,
sejam elas autistas ou não...

Preocupar-se com seus filhos
é ofício dos pais...
Mas não permita que essa preocupação
seja a neblina que encobre 
a tua percepção do potencial
do teu filho... 

Falo isso por experiência própria:
Crie sim oportunidades
para que ele se desenvolva,
mas não se cobre se essa habilidade
ainda não aflorou
e nem o compare com outros..
Ele tem seu tempo para se desenvolver...